quinta-feira, 16 de julho de 2009

Curiosidades

Por Antonia Petta

A última temporada de alta-costura ainda rende assunto. Veja a seguir algumas curiosidades de bastidores, números surpreendentes e declarações deliciosas.

30. Esse é o número da Maison Dior, na Avenue Montaigne, em Paris, onde aconteceu o desfile da grife. A escolha do local, primeira loja da marca, tem motivo: “ela expressa o espírito da couture”, segundo o chefe executivo da maison, Sidney Toledano.

Várias foram as pessoas que disseram que se tratou de uma medida econômica. Mas há quem discorde. Afinal, 4 mil rosas foram usadas na decoração do show da Dior.

Cada um dos pares de sapatos que entraram na passarela de Christian Lacroix foram presente. O generoso foi Bruno Frissoni, designer da renomada Roger Vivier. O lugar onde aconteceu o desfile, um salão no Musée Des Arts Décoratifs, também foi oferecido ao estilista.

Lacroix anunciou que faria o desfile sem gastar um centavo de euro. Mas não foi bem assim. De acordo com uma lei trabalhista da França, o mínimo que uma modelo pode receber para desfilar são 50 euros. E foi precisamente isso o que as modelos receberam para desfilar para o estilista.

500 foram as horas que o look final da Chanel (de noiva, vestido por Lara Stone) levou para ficar pronto. 3 foi o número de costureiras que se empenharam na tarefa.

200 é o número de peças que a Chanel produz para cada coleção de couture, de acordo com Bruno Pavlovsky, presidente de moda da grife.

1000 é o número de clientes que querem uma dessas peças, segundo a Maison.

“Toneladas e toneladas” foi o termo genérico que Karl Lagerfeld usou em uma entrevista para contar quantas clientes querem ter uma peça de couture da Chanel – e, de quebra, justificar o apelo mais comercial dessa coleção em relação a anterior.

Existem, mais ou menos, 120 compradoras regulares de alta-costura hoje em dia, segundo Suzy Menkes, do International Herald Tribune. E, ao contrário do que imaginamos, não são todas mulheres de xeiques árabes, não. São pessoas que têm nomes como Stacey e Sylvia, e moram em lugares como Toronto, como conta Carola Long, do The Independent.

São essas as clientes que enfrentam, no mínimo, 3 provas de roupa para cada vestido que compram. Vale lembrar que é comum customizar itens – as peças com transparência da Dior, por exemplo, serão produzidas em versões mais usáveis. Dá também para substituir a matéria prima de uma peça como, por exemplo, trocar bijuterias de ornamento por genuínas pedras preciosas.

O preço, em média, de um vestido de alta-costura atualmente: R$ 65 mil.

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